Sunday, August 24, 2008

Exquisite

Sozinha em casa no sábado à noite, imagino o que está acontecendo no mundo. Penso em meus amigos e nas pessoas que conheço sem que elas saibam quem sou. Até arrisco uma voltinha no orkut, mas não dura mais do que cinco minutos. Não estou inspirada para bisbilhotar a vida dos outros; aliás hoje, pela primeira vez em muito tempo, eu não quis mexer em algum entulho. Até estranhei, onde estava aquela sensação horrível de culpa? Onde estava a dor por ter sido rejeitada de novo? Onde estava o arrependimento? E a pergunta mais inacreditável da História, onde estava o desejo, a vontade de ser abraçada, o querer a cumplicidade, o morrer por aqueles lábios? Eu não sei. Hoje não precisei de você, nem da sua lembrança porca, nem da raiva que tenho da sua ignorância. Amanhã, pode ser que tudo volte a ser a auto-flagelação rotineira, mas por enquanto ainda é noite de sábado e eu prefiro pensar na curta distância entre aqueles que se amam como o vazio por excelência. Nesta noite, não quero passar batom.